“Terças Feiras com Prashant Iyengar” – Aulas no Instituto Ramamani, Puna

Yoga nos dias de hoje tem sido colocada numa forma de modismo. Esta sendo diluída dentro das inúmeras variantes que estão sendo adicionadas a esse conhecimento para ganhar valor de mercado. O tema esta colocado na prateleira como um “Best seller”. Prashant em uma de suas aulas falou que “O infortúnio e que a yoga se popularizou tremendamente no mundo de hoje. A analise mais próxima entretanto atestara que o que se propagou foi a ignorância a respeito do yoga”. Precisamos de alguém que nos leve de volta ao que Patanjali disse em suas escrituras, aquele que nos deu a yoga para que possamos não cair na moda desse tema, mas fazer dos ensinamentos da yoga os ingredientes mais valiosos de nosso dia a dia. Ao atender as aulas de Prashant eu fui anotando as coisas das quais conseguia me lembrar. Aos poucos percebi como aquelas palavras podiam transformar meus pensamentos. As suas instruções enquanto ensina, as suas comparações ao nosso cotidiano, as suas anedotas e sua abordagem abriram um mundo novo da yoga para mim cujas portas estavam anteriormente lacradas. Dessa forma transcreverei algumas dessas impressões ao longo dessas aulas para serem apreciadas durante as nossas praticas pessoais. Preâmbulo inicio de aula com Prashant: “Sentem-se de forma ereta palmas unidas em namaskar. Alerte sua espinha a partir da raiz e através da raiz assumindo uma postura ereta, firme e reinforcada sentada. Calibre o seu corpo com musculoesquelética consciência e a cada respiração penetre nas nuances de estar sentado. Sente-se nas partes redondas dos ísquios. Plugue o cóccix para dentro e ascenda com o restante da coluna. Sugue o umbigo e osso púbico para dentro e relacione isso com a sua pelve e paredes do abdômen. Ascenda com a coluna, reforce-a bem como as costas com seus músculos das costas e costelas de trás, clavículas, e latíssimo dorsal. Gire os ombros para trás. Mantenha a espinha, cabeça e pescoço numa linha reta. Relaxe os músculos da face, deixe caírem as bochechas e os lábios ficam numa situação de tocando-se sem se tocar. Assumindo a posição músculo esquelética parta para a parte orgânica. Inale agucadamente e profundamente com uma contração na região pélvica e do períneo, eleve o corpo orgânico. Mantenhas essas condições e respire sob essas condições por um tempo. Traga para dentro a consciência pranica. Depois de algumas exalações, tome outra inalação aguçada e profunda desde a pelve, períneo com contração. Isso vai pranizar a espinha e as costas. Mantenhas essas condições e respire condicionalmente e normalmente. No processo veja que a musculatura torna-se responsiva e não rígida. Enquanto você respira com consciência pranica suas inalações iniciarão na raiz da coluna e região pélvis períneo e as exalações irão rolar da parte mais alta da coluna lombar. O prana deve assumir um movimento de orbita oval enquanto você respira. Relaxe sua cabeça, cérebro, face e crânio. Providencie uma ducha ou exalações para o cérebro. Com uma exalação limpe a consciência das têmporas a partir dos sentidos do crânio, face, cabeça e instale o estado de consciência pranica. Repita isso algumas vezes e permaneça num circuito suave de respiração pranica. Faca dentro de um ritmo. Silenciosamente mantra “Om” nas suas exalações. Inicie a sua prece silenciosa, junto com as suas exalações. Atinja o sentido de graça da mente que e tranqüilidade, neutralidade, virgindade, sublimação, nobreza. Atinja a humildade e o sentido de redenção a sublimação que e o mais importante nas preces.