Click em Forma – Iyengar Yoga treina a musculatura e o emocional

“Relaxe a região entre os olhos”. “Sinta a pele de sua face como uma seda”. “Abra bem as facas dos pés”.

Cristiane Ribeiro (em frente) e outras duas alunas praticam o Iyengar yoga.
Para um iniciante, essas frases anunciadas pela instrutora Ana Maria Matsubara não fazem o menor sentido. Entender o que ela está falando, porém, é a parte mais fácil do Iyengar Yoga, aula tão bem regida por ela.

Engana-se quem acha que a prática é simples. O Iyengar Yoga difere muito das yogas mais tradicionais e requer muita habilidade atlética, elasticidade e, principalmente, autoconhecimento do corpo. E é exatamente este autoconhecimento que o Iyengar se baseia.

Matsubara explica que seus ensinamentos vão muito além da sala de aula. “Ao praticar o Iyengar, movimentos corriqueiros se tornam mais fáceis,” ela explica, servindo de próprio modelo para sua tese ao abrir e fechar portas e cortinas de sua sala. “O aluno aprende a mover o corpo de tal forma que não exista mais energia desperdiçada.”

É fácil acreditar nas palavras de Matsubara, especialmente depois de assistir a uma de suas aulas. A alta e bonita mulher nunca parece fazer sequer um mísero esforço em todas suas ações, seja esta se entrelaçar pelos aparelhos do Iyengar ou sentar em mesa de almoço para almoçar. Suas alunas todas seguem seu ritmo, nunca desperdiçando um movimento. Rapidamente, você começa a encontrar partes de seu corpo que são pouco utilizadas e outras que são usadas excessivamente. Se para nós, reles mortais, é impossível “relaxar a região entre os olhos”, para Matsubara e seus pupilos é apenas mais um dos movimentos permitido por seus corpos.