A Hierarquia na Prática – O uso da respiração em um Ásana por Prashant Iyengar – Parte 01

Uma das grandes marcas do Iyengar Yoga, é a hierarquia nas práticas de Ásanas. Um Grudi, um iniciante, muito iniciante, podem estar a fazer a mesma postura. O nome da postura é a mesma, mas a postura do Ásana não é o mesmo. Tem uma vasta diferença na qualidade do Ásana. A diferença está no nível do esforço tomado, na penetração na postura, do envolvimento na respiração, mente e a consciência no Ásana. Essa é a hierarquia na prática. B. K. Prashant Iyengar articula de como a pessoa desenvolve a própria hierarquia e guia os professores em como o ensinamento deles precisa de ser diferente, de acordo com essas diferentes hierarquias. Existe uma hierarquia na prática do Ásana, especialmente no uso da respiração. Para um iniciante cru, insistimos para que ele respire normalmente e para que ele não faça contensões do ar. Eles não são permitidos a fazer quase, absolutamente, nada com a respiração. A um nível um pouquinho superior, a respiração normal não vai conferir nenhuma penetração. Para ter o efeito de certas contrações no corpo, é necessário que se isale completamente, ou talvez, o praticante precise inalar de uma forma mais afiada, mais forçada, mais profunda, para elevar o peito. E o aluno não pode conquistar certas penetrações em um Ásana, em uma hierarquia maior, a não ser que ele faça uma hiper-respiração normal. O iniciante precisa de conhecer a postura e trabalhar tão somente com o seu aspeto físico. Não deve haver nenhuma apreensão ou dúvida sobre como a perna deve estar, como a coluna deve estar, como as mãos devem estar, como o pescoço deve estar em Trikonasana. Quando não existe mais nenhuma confusão, quando o praticante está certo sobre a posição do corpo, e não precisa mais se incomodar tanto com isso, então o aspeto da respiração pode ser introduzido. O Yoga é baseado em Prana. E Prana é a respiração. Você precisa de aplicar as tecnologias da respiração, as constelações da respiração, os padrões da respiração, quando você trabalha no aspeto de Prana do Ásana. Um iniciante está sempre recebendo a instrução para isalar e descer em Trikonasana e então inalar e sair da postura. Para o iniciante, a postura terminou uma vez que ele desceu, mas em uma hierarquia mais elevada, você continua a fazer alguma coisa quando você em Trikonasana , você está na postura como tirar a cintura, abrir o peito e etc. Em Trikonasana, não termina quando a mão direita desce. É como quando você ensina uma criança. As suas instruções seriam: afaste os pés, gira perna direita para fora, gira a perna direita para dentro, leve a mão direita para baixo e leve a mão esquerda para cima. A postura terminou. Enquanto que se você continuar a fazer tantas outras coisas, mesmo depois de você ir para baixo, eles vão se perder. Você não deve explicar muitas coisas no nível inicial. Mais tarde, você pode dizer ao iniciante que ele precisa de girar a cintura e de que enquanto ele isala e desce, porque não isalar e girar? Porque não inalar e abrir o peito? Conseguem seguir isso? As técnicas se abrem, uma vez que você já passou pelo nível dos iniciantes. Então as técnicas se abrem mais e mais. É, por isso, que, algumas vezes, dizemos que as técnicas para Trikonasana (delight yoga) é para um nível inicial – a primeira hierarquia, conforme você avança na postura, você vai fazer muitas outras coisas. Você não vai explicar muitas outras coisas para uma criança ou para um iniciante em uma primeira aula. Assim como, Trikonasana é feito com a isalação e desfeito com a inalação, então porque não fazer umas algumas outras coisas com Trikonasana enquanto você isala e inala? Você está fazendo tantas outras coisas em Trikonasana e desfazendo tantas outras coisas, desfazendo erros. Quando você está fazendo Trikonasana, você está desfazendo erros. Não importa se eles precisam de ser desfeitos com inalação ou isalação, isso vai ser mais para a frente explicado. O professor instrui: isale e desça, inale e suba. Você precisa descobrir o que estando sendo desfeito para que a inalação aconteça. Quando você está fazendo Trikonasana, você não está somente fazendo, você está, muitas vezes, desfazendo erros. O professor instrui: pernas esticadas, mas e se o aluno já tem as pernas esticadas? Pernas esticadas implica que você não considerou-as suficientemente esticadas. Ou as pernas estão dobradas ou não estão satisfatoriamente alongadas. Então se a perna está dobrada, você precisa refazer a técnica, torná-la reta ou mais reta e alongada, não é desfazer algo. Você precisa de descobrir quando é fazer algo e quando é desfazer algo durante o Trikonasana. É impossível de manter, fazendo, fazendo e fazendo. Você precisa desfazer tantas coisas. Algumas vezes, você vai notar que a língua está travada, que a face está amarrada. Você não faz algo para relaxar a face, você desfaz a rigidez. E é, por isso, como uma regra geral, que é pedido a você que isale e desça e que inale e suba. Não importa o que você esteja fazendo na postura, está conetado com a sua respiração. É, por isso, que você precisa saber o que fazer com a isalação, o que fazer com a inalação, o que desfazer com a isalação e o que desfazer com a inalação, o que equilibrar com a isalação e o que equilibrar com a inalação. Na sequência, você precisa de saber que o Trikonasana pode ser feito para as pernas, para a cintura, para o quadril, para a coluna, para as costas, para os ombros, para as escápulas. A sua respiração vai mudar dependendo do seu alvo. Se você quer trabalhar na articulação coxa-femural e região pélvica, então você terá de respitrar de uma forma a que você acesse o quadril e imobilize a pelve. Se você vai fazer algo para as escápulas, então voce precisa isalar através das escápulas. Se você quer trabalhar nas pernas, então você precisa isalar e inalar de uma forma que você vai conseguir acessar e girar as pernas, alongar as pernas, tonificar as pernas, ou que mais seja preciso. Término da primeira parte.