Entrevista com Manouso Manos

Traduzimos abaixo excelente entrevista de Rosa Santana com Manouso Manos, publicada originalmente no Road toBliss. Boa leitura! Rosa Santana: Manouso, há aproximadamente vinte anos eu fiz o meu primeiro treino intensivo de Iyengar com você, e nesse momento eu lembro que pensei que aquilo era o que eu queria fazer pelo resto da minha vida. Obrigado por isso. Qual foi o seu principal momento com o Sr. Iyengar? Manouso Manos: Eu tive alguns, mas o principal foi o meu primeiro encontro com ele. Eu estudei seu livro por mais de dois anos e meio e eu nem sabia que ele ainda estava vivo na época, mas eventualmente foi divulgado que ele estaria vindo para a California, onde eu vivia, e eu fiz tudo o que eu podia para tentar achar uma maneira de estar presente naquelas aulas que ele daria. Eles me deram somente um local para observar e permitiram que eu fizesse parte de uma aula com ele durante a tarde, mas eu teria que assisti-lo ensinar 60 pessoas. Isso foi no ano de 1976. Eu nunca vi nada como aquilo em minha vida. Ele transformou o que deveriam ser duas horas de aula em quatro horas e meia. Nunca vi um mestre de nenhum tipo fazer o que ele fez daquela maneira, e soube, daquele momento em diante, que minha vida seria diferente. Depois daquela semana, eu vendi tudo o que tinha, coloquei o resto em um armazenamento e mudei para a Índia sete meses depois, colocando-me sob seus cuidados e sendo guiado por ele. Rosa Santana: Você era casado nessa época? Manouso Manos: Não. Minha futura mulher viajou comigo, depois voltamos para casa e nos casamos. Nós seguimos o mesmo caminho, ela viu o Iyengarnaquela mesma semana e também ficou inspirada por esse mestre, que poderia mudar a vida das pessoas da maneira que ele fez várias e várias vezes. Rosa Santana: Então, agora que ele não está aqui para fazer isso, você é uma dessas pessoas? Manouso Manos: Sim, mas ninguém faz tão bem quanto ele ou da maneira que ele era capaz de fazer. Você entende que ele pode até mesmo influenciar pessoas não estando presente. Seus livros ainda dizem muito, as palestras ainda estão disponíveis, existem muitas maneiras de as pessoas encontrarem esse mestre e o que ele fez, permitindo que ele inspire a vida delas. Seria realmente fácil de isso escorregar e se tornar algum tipo de mentalidade cultural, mas eu quero contar para as pessoas o que eu venho falando há anos. Ele foi o homem mais humano que eu já conheci. Ele vivia a vida ao máximo e em toda a plenitude que todos nós desejamos alcançar, e isso é parte do que a mensagem dele foi: de que esse caminho da yoga pode levar a um estado de atenção de uma maneira que quase nada pode. E então, quando você se leva para esse estado de compreensão que toca sua vida da maneira como ele tocou a minha e da maneira que a yoga tocou a dele, muitos de nós conseguimos encontrar esta inspiração, independente de ele estar presente entre nós ou somente sua inspiração através dos outros que conheceram seus livros, escritos, filmes, etc. Rosa Santana: E o que fazemos caso tenhamos uma pergunta? Manouso Manos: Existem todos os tipos de perguntas, mas as respostas só vem de dentro. Digo, todos estão procurando por uma fonte de busca externa que contenha tudo para nós. Ele nunca colocou a questão desta maneira, não que ele não fosse um mestre, e sim “eu posso ajudá-lo com seu ombro aqui”, mas a verdadeira a maneira de trabalhar nisso é a prática, e isso nunca mudou para ele. Era algo como “Venha aqui, você tem que participar.”, “Venha, você precisa se envolver.”, “Não procure por alguém de fora para responder todas essas perguntas.”. Rosa Santana: Mas no começo você perguntou muitas coisas, certo? Manouso Manos: Eu era ‘’só questionamentos’’, era tão ingênuo, tudo era como “isso é tão confuso!”, “Eu vejo o que você fala, mas isso não faz nenhum sentido.”. Mas vagarosamente ele me guiou, me pegou pela mão e me levou do ponto A ao ponto B, até que agora eu sei um pouquinho a mais sobre o assunto. Rosa Santana: Você esteve com ele por um longo período de tempo, e eu sei que você citou-o dizendo, e eu mesma já o ouvi dizer que “quando ele olha para o ‘Light on Yoga’, ele diz: ‘Esse homem era um tolo’”. Você poderia contar-nos o que ele quis dizer com isso? Manouso Manos: Ele diz que às vezes ele aprendeu mais do que ele sabia no momento da publicação do livro. Então se ele diz que a pose se parece com um jeito específico, talvez isso estivesse correto para o entendimento dele naquele instante, mas ele estava sempre em processo de aprendizado. Ele nunca parou, nunca disse que aquilo era um ponto final fixo, e sim um começo, então quando você olha para ‘’Lighton Yoga”, você aprende o que ele tinha ali, e vê se pode chegar à próxima geração. Ele continuava procurando, ele ainda estava desenvolvendo a yoga com 95 anos, dizendo para as pessoas mudarem o que haviam feito ainda que ele houvesse dito o exato contrário 20 anos antes. “Não faça dessa maneira, tende dessa maneira para ver como funciona, desenvolva novas respostas.” Rosa Santana: Houve uma evolução nos 4 anos em que você estudou com ele. Como isso mudou? Como ocorreu essa evolução? Manouso Manos: Eu não sei se alguém poderia realmente responder essa pergunta, digo, você está me pedindo para codificar essa enorme quantidade de compreensão. Ele mesmo disse que quando era mais novo, não tinha interesse algum no cronômetro, em fazer poses por tempo determinado. Quando mais novo ele estava interessado em fazer o contrário, dizia que ele poderia sentir mais e ‘’mergulhar mais fundo’’ se segurasse por mais tempo uma mesma posição. Você pode ver que existem poses no “Light on Yoga” que ele diz para segurar por quanto tempo você puder, a respiração será curta e rápida. Essas mesmas poses, eu o vi fazendo 20, 30 anos depois da publicação do livro. Ele segurava cada pose por meia hora, 35 minutos calmamente. Ele inclinava-se para trás, agarrava seus próprios tornozelos, apoiava seus cotovelos no chão e ficava assim por meia hora. Em “Light on Yoga” ele diz que você será sortudo se aguentar em torno de um minuto. Estou parafraseando, claro, mas ele dizia que você era sortudo se não conseguisse realizar, pois aquilo era muito difícil. Sobre desenvolvimento, esse foi o desenvolvimento próprio dele, mas uma vez que você entende isso, como fazer como era antes? Esse é o ‘’tolo’’ sobre o qual ele se refere. “Agora eu sei mais”, “Não olhe para lá, olhe para cá.”, “Mude sua perspectiva hoje”, “Ache uma nova maneira de olhar”. Rosa Santana: Então você pode observá-lo mudar a forma comoensinava? Manouso Manos: Sim! Pude vê-lo falando “Então agora deixe tudo o que eu disse de lado e faça deste outro jeito.” Rosa Santana: Então ele mudou a maneira de ensinar os iniciantes? Manouso Manos: Não. Ele nunca mudou a maneira de ensinar. Ele alterou sua metodologia algumas vezes em relação a alguma postura, mas o método em si nunca mudou. E isso [o método] é: “preste atenção, observe novamente”. Isso é yoga, não é um exercício físico qualquer, não confunda isso com contorcionismo ou algo do tipo. Saiba que a experiência mental e física o traz para esse momento, e se você fizer isso somente por meio da repetição do que foi feito no dia anterior, você não está progredindo e muito menos fazendo yoga. Você só joga seu corpo para aquilo. Ele não tinha interesse naquilo, nunca. Ele estava sempre olhando para a próxima geração. Rosa Santana: Isso faz com que eu me sinta bem, pois eu não consigo fazer o Kapotasana! Manouso Manos: Talvez amanhã possa ser o seu dia! Rosa Santana: Não sei, enfim, isso não importa. Quais são os desafios de ensinar iniciantes quando você está inserido nesse sistema? Manouso Manos: Os desafios são os mesmos de sempre, você quer que eles entendam. Eles não conhecem seu corpo em nenhum sentido e é assustador. Para começar é quase outra língua, as palavras usadas não soam familiares para essas pessoas, a ação para o corpo, eles passam um bom tempo tentando proteger-se. Nós começamos algumas aulas de nível iniciante com posições em pé, o que significa uma certa luta somente para manter o equilíbrio e não cair. Então eles passam tanto tempo tentando se proteger que não há muita ação, movimento ou liberação que tome conta disso. A outra coisa que acontece é que quando as pessoas entram na sala, olham para todos os lugares: “Olha, aquela mulher é flexível”, “Esse cara é bem forte”. Eles começam a comparar-se com as outras pessoas na sala, e essa é a pior coisa que você pode fazer, pois o que você deveria estar fazendo é trabalhar em você mesmo, e não trabalhar-se comparando-se com outras pessoas, então acaba sendo desconcertante para eles. Então você acompanha eles, você os faz entender que haverá uma certa quantidade de momentos desconcertantes aqui e pede para que eles vejam: “Você pode ir mais longe?”, “Posso influenciá-lo mais?”, “Então fique comigo, acorde! Fique aqui.”. Rosa Santana: Então qual é o desafio de ensinar estudantes intermediários? Manouso Manos: Estudantes intermediários já tem fixado na cabeça o que pensam que podem ou não fazer, e você precisa quebrar essa barreira. Eu faço certas afirmações em lições intermediárias às vezes:“todos vocês tentaram todas as poses presentes no “Light on Yoga”, e já decidiram como vão realizar o que [os asanas] consegue fazer, ou já decidiu o que não pode fazer, ou decidiu ainda que {para determinada postura] precisa deste e daquele prop.” Por isso você precisa quebrar aquela barreira para permitir que eles passem para a próxima geração, fazendo com que eles achem seu caminho mais profundamente. Rosa Santana: Desde que eu comecei a estudar com você, algo não mudou, as pessoas fazendo fila em sua direção no começo das aulas para contá-lo sobre todas aquelas doenças, e não que eu seja melhor do que qualquer outra pessoa, mas realmente, o trabalho que você me passou há vinte anos, eu ainda faço! Minhas costas estão melhores, meus joelhos estão melhores, você curou alguns machucados em mim, meu cóccix quebrado e etc. Porque ainda fazem fila para falar com você? Manouso Manos: Bem, primeiro de tudo, alguns deles nunca tiveram a oportunidade de estudar comigo. Rosa Santana: Mas eu vejo muitas pessoas que já estudaram, sim. Manouso Manos: Sim, é claro. Em segundo lugar, você sabe que eu tenho uma reputação de que posso fazer algumas terapias, de que eu tenho certo conhecimento que pode ajudar pessoa que não podem ser ajudadas em outros locais. Mas muitas delas se machucaram tão gravemente que elas continuam trabalhando nisso ou desistiram até que eu volte para a cidade, e algumas me contam que elas não tem vontade de fazer muitas coisas pois ainda tem aqueles machucados. Existem muitos tipos de psicologia que podem ser usados, eu fiz o mesmo comentário por isso realmente aconteceu comigo. Muitos vinham até mim e diziam “Eu tenho um problema com meu joelho”, elas saíam e a pessoa de trás usava exatamente as mesmas palavras. A primeira pessoa está me pedindo ajuda, a segunda quer dizer que não se importa com o que eu estou fazendo ali desde que eu não toque seu joelho. E elas estão, ambas, erradas de alguma maneira. A que está pedindo ajuda, eu aprecio aquilo, mas a questão é: você se ajudou a chegar até aqui? E a outra pessoa está completamente errada. Porque você está em uma aula de yoga se você não está realmente pedindo ajuda? Então você precisa chegar a um ponto de educá-los sobre o fato de que a yoga pode ajudar, que eles precisam continuar procurando a possibilidade de melhorar. Não necessariamente como se você tivesse nascido com aquilo, mas imagine sair de uma lesão em suas costas, seu joelho, e conseguir ter novamente total movimentação com pouquíssima ou nenhuma dor. Isso é um ótimo avanço. Rosa Santana: Ter uma vida sem dores! Eu acho algo extremamente interessante, como você disse na noite passada, e eu não vou citá-lo pois eu não faço isso. Mas você falou para nós a respeito de assumir a responsabilidade, fazer o trabalho. E é a minha experiência, com as ferramentas que você me deu, eu caminhei com isso, brinquei com isso, e isso me ajudou a chegar no ponto em que, claro, há mais para aprender, mas pelo menos eu não tenho mais o mesmo problema que me assustava e atrapalhava, tirando de mim o prazer de viver. Manouso Manos: Isso também se torna interessante, voltando a sua última questão, pois quando você começa a ter responsabilidade por si mesmo, isso se torna infeccioso e magnético, então outras pessoas primeiramente querem que você tome a responsabilidade por elas. “Conserte meu joelho”, “Ajude-me com meu ombro”, e então se você responder que “Ok, isso não funciona como medicina ocidental, você não chega e diz para o doutor fazer tudo o que você quiser”, é como se essa pessoa entendesse que agora ela precisa ser responsável por si mesma: “Meu corpo, meu joelho, minha lesão, minha cura”. E quando você começa a fazer esse tipo de transição e toma para você essas responsabilidades, toda a sua perspectiva de tudo muda. Quando alguém se torna professor de yoga, essa pessoa precisa mostrar a eles mais, eles têm que esperar mais dela, e ela precisa ensiná-los como ser responsáveis da maneira que você se tornou. Felizmente isso é o que está acontecendo. Rosa Santana: Então isso de tomar a responsabilidade sob seu corpo para si próprio é o completo oposto do que a comunidade médica realmente quer? Manouso Manos: Eu não vou menosprezar a comunidade médica, eu sou uma daquelas pessoas que acredita na medicina ocidental, mas tento dito isso, o que sou como praticante de yoga, e quando eu tento fazer outras pessoas tornarem-se praticantes de yoga, eu estou pedindo a elas façam a mesma coisa que Patanjali disse há dois mil anos, que é: “Agora, você precisa viver com o senso de compreensão de onde você está, quem você é e do que está fazendo”. E quando que você começa a ter essa responsabilidade, quando entende toda essa busca, aí o mundo inteiro mudará repentinamente. Agora não há ninguém para culpar por eu ser assim ou assado, o mundo está bem. Agora, qual é a próxima geração? O que eu posso fazer com isso que me foi dado? O que eu posso fazer com isso que me foi tirado? O que eu estou disposto a fazer para realizar a transição para aquilo? Isso que o Iyengar yoga é. Isso que a Yoga de Patanjali é. Iyengar nunca esteve fora do básico, embora ele tenha revolucionado o assunto, ele estava sempre buscando conhecimentos que vinham do passado pelos sutras. Rosa Santana: A dor está ali para vir, e não para que fujamos dela? Manouso Manos: Exato. E há algumas cicatrizes que trazem a ideia de que o pensamento pode ser reduzido até criar um espaço entre você e o ponto em que você se torna sementes de pássaros. Eu poderia passar o dia todo inteiro coberto dos pés a cabeça, eu sou depressivo, não consigo nada, eu nunca fui sorteado para ganhar a loteria, e eu queria ter nascido com isso. Esqueça. Isso é quem você é e onde você está! Entenda isso e decida como você vai proceder daqui em diante. Rosa Santana: Aceite e faça tudo o que puder para superar. Manouso Manos: Sabendo que Buda está certo, vida é sofrimento, agora o que farei com isso? De fato isso é aceitável e eu entendo esse conceito. Afinal ninguém tem o monopólio da verdade, entende? Eu não sou budista, mas eu realmente entendo aquele conceito e alguns dos outros, e tenho plena certeza de que ele está certo. Se você parte da compreensão de que existe essa grande angústia e esse sofrimento no mundo e então olhar e ver o que você poderia fazer sabendo que isso está sempre no pano de fundo, caminhando pra frente com esta realidade, até mesmo Patanjali tem um olhar similar. Buda estudou yoga. Rosa Santana: Então só de estar no corpo humano, você sabe que sofrerá? Manouso Manos: Positivo. Pessoas morrerão à sua volta, você vai decair, as pessoas ao seu lado também, você vai ver calamidades e tudo o mais durante grande parte de sua vida. O que você vai fazer a respeito disso? Qual será seu ponto de vista? Nada dessa ideia nova de ‘’copo meio cheio’’, ‘’copo meio vazio’’, e sim uma real responsabilidade. Eu sinto muito por aquela pessoa, o que posso fazer por eles? Vamos levantar e continuar andando. Rosa Santana: No corpo sofredor, Mr. Iyengar sempre se voltaria para a alma, veria com a alma. Você poderia explicar como você vê a alma nesse caso? Manouso Manos: Eu não sou um homem muito religioso, então não farei muitas coisas a esse respeito, no entanto, eu tenho pequenos relampejos da realidade que os homens associam ao universo. Não pretendo em nenhum momento ser esclarecido a esse respeito, mas eu tenho pequenos momentos de clareza para começar a ver. A Filosofia diz que há várias maneiras de atingir o esclarecimento, é dito que a melhor maneira de fazer isso é deixar tudo nas mãos de Deus, mas porque eu não acredito nesse tipo de compreensão… Cada um tem uma compreensão sobre isso, quando você vê que esse é o caminho mais fácil, você pode eventualmente escolhe-lo. Mas eu fui treinado em ciências na minha juventude, queriam que eu fosse pastor e eu rejeitei, pois não tinha interesse nisso. Sim, em uma igreja ortodoxa grega, porém, tornar-me um questionador foi parte do caminho da yoga para mim. No entanto, embora Iyengar compactue com essa ideia de esclarecimento, eu não preciso compactuar para entender um pouco sobre yoga ou um pouco sobre Iyengar, sabendo perfeitamente que eu não tinha o mínimo interesse em Hinduísmo, Budismo ou nenhuma das outras. Eu tento entender que eu e esse universo estamos de fato aqui simultaneamente, que eu sou parte dele, e não somos separados. E então eu posso caminhar a partir desse princípio, para mim essa é a alma que eles falam sobre. Essa compreensão. A linha entre purusha e prakriti. Quando eles dizem que há o mundo material e suas testemunhas, há essa consciência de que as testemunhas veem o que ocorre no mundo. Eles dizem que não importa o que você faça, você tem que se manter parte desse mundo, propriamente quem você é. Dizem que você pode chegar mais e mais perto daquelas testemunhas, até que, claro, você passe. Por isso que na Índia, quando eles falam sobre morte, eles dizem Mahasamādhi, pois essa liberdade finalmente começa, pois eles dizem que enquanto você está de um dos lados, você faz parte desse mundo, mas eventualmente você cruza para o outro lado e pode ter a consciência de como é o mundo visto de fora. Essa é a teoria, mas você precisa entender. Eu não cheguei a ser esclarecido, e eu ainda não fiz uma passagem para começar a ver as coisas desse modo, como testemunha. Eu somente tento entender isso por meio de minhas crenças e compreensões dos ancestrais e das pessoas que vieram antes de mim. Rosa Santana: Obrigado. Manouso Manos: Obrigado.